A lua brilhava elegante, imponente
Enquanto eu dava passos noite adentro.
Um nó na garganta,
Um embrulho no estômago,
Uma espécie de ódio e dor
Me invadiu o corpo e a alma.
As lágrimas surgiram,
Inutilmente, as repreendi com passadas firmes.
Sem perceber, sem esperar vi-me na minha alcova:
Triste cubículo, leito soturno.
A solidão me fez companhia com seu sorriso de escárnios;
Na sua bagagem trazia sórdidas lembranças e dores presentes
E enquanto a noite transcorria bebi o seu veneno insípido.
As tristes horas noturnas me esfacelaram a alma cruamente
E quando pensei em desistir o sol despontou no horizonte
Como uma hóstia de luz e vi que era hora de pôr a máscara
E viver a vida.
Danilo Vilarim
Um comentário:
Seu blog é muito lindo!
Parabéns vc é um poeta de primeira!
Adorei tudo!
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