Parei exausto, na esquina de um deserto.
Parei, Parei na contramão.
Olhei tudo ao meu redor e vi-me só.
Perdi-me no labirinto de um coração, num deserto nu.
Fatigado, dormir entre miragens, poemas, canções.
O poente me lapidou a face, luz coruscante, veneno-luz;
E quando me levantei já não havia nada
Além de pobres versos e lágrimas enxutas.
Danilo Vilarim
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