Cai a noite e com ela esse silêncio.
Enquanto tento te apagar do meu coração
Perco-me em horas vãs, horas sãs, orações.
Ergo castelos, mas num segundo
Só há ruínas,
Pois me faltam teus beijos.
Enquanto a noite mergulha em suas profundezas escuras,
Bebo esse veneno doce e corrosivo
Que é a dor de ter-te tão longe, tão perto
Ao mesmo tempo.
Faço dessa mesma noite minha escrava
E desvaneço-me como fumaça pura
Num horizonte nu, repleto do teu cheiro.
Fujo dos meus pensamentos:
Noites, temporais, vendavais,
Mares, ilusões...
Pra que tanto sonho
Se você não está aqui?
Danilo Vilarim
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