Bem vindos
Que este espaço não se faça apenas de palavras, mas também de abismos e distâncias que queremos destruir e de sentimentos que queremos ter, mas nunca ousamos porque o tempo já listou suas preferências. Um abraço e que todos sejam bem vindos.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Caos
Na cidade cercada de reclames assistimos nossas vidas se perderem.
Andamos apressado o bastante para não ver
Que a vida é passageira,
Que o tempo não passa, mas nós é que passamos.
Vivemos sonhando num mundo pacífico, igualitário;
Mas não nos sentimos capazes
De olhar nos olhos
Do mendigo que negamos
Uma insignificante esmola.
Às vezes nos sentimos Deus,
Onipotência absurda a nossa.
Somos um monte de vazios
Caminhando num vazio.
Somos a vida
Mimeografada num papel encardido,
Somos o silêncio espectral
De uma noite catastrófica.
Vamos à guerraSem saber o porquê.
Destruímos nossa própria casa
E nos achamos bons.
Triste condição a nossa,S
entamos num trono de gelo
E nos achamos eternos.
Danilo Vilarim
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